é no balcão que o olhar começa...

 Hoje passamos o olhar, no meu olhar, pelo balcão da adega que era o palco de contacto com os fregueses, da taberna, da pensão de almoços diários, da mercearia fina e grossa, e os modelos fotográficos que por aqui vinham concertar as melhores horas de fotos quando havia rolo na máquina


nestas fitas, atrás para as moscas não passarem, era a passagem para a sala de almoços e jantares e servia de cenário que vamos ver muitas vezes com os vários modelos

mas também ia às casas para fotografar o meio ambiente em que as pessoas viviam, pois nesta altura as fotos  levavam as saudades dos lugares para quem estava longe, nesta época havia soldados em África e pessoas noutros lugares
 


era amador mas atentos aos enquadramentos, a imagem no espelho, e os motivos de adorno cénico




ou motivos de afetos como os gatos da Dininha, ou o conjunto de irmãos


ou a valorização dos labores, rendas que toda a moça da altura fazia questão de mostrar que fazia e sabia fazer



e os grandes planos mas sempre com algo que enriquecia os enquadramentos e tinha informação pessoal


e havia sempre o jornal diário, na casa,  para os fregueses se informarem e também servia de cenário










LRCardoso

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